Postado em 28 de Agosto às 20h02

Vereadora de Xaxim é presa suspeita de envolvimento na morte de advogado

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FOTO: Foto: Polícia Civil / Divulgação

Prisão temporária da parlamentar xaxinense fez parte da segunda fase da Operação Defesa da Ordem da Polícia Civil

Por meio de nota oficial a Divisão de Investigação Criminal de São Miguel do Oeste, confirmou a prisão de duas pessoas suspeitas de envolvimento na morte do advogado Joacir Montagna, uma delas a vereadora xaxinense, filiada ao PSB. As prisões são decorrentes da segunda fase da Operação Defesa da Ordem coordenada pela DIC.
Além da prisão da vereadora foram cumpridos um mandado de busca em Xaxim onde foram apreendidos objetos que visam auxiliar nas investigações.
Na sequência, conforme o delegado Regional, Adriano Bini, foi dado cumprimento ao segundo de mandado de prisão temporária em desfavor de um homem na cidade de Chapecó.
A Polícia Civil também confirmou que os presos são suspeitos de integrarem o núcleo intelectual do homicídio, na posição de mandantes da morte. Eles estão recolhidos no sistema prisional à disposição do Poder Judiciário.
As investigações estão em absoluto sigilo e tem apoio do Ministério Público da Comarca de São Miguel do Oeste.
A Câmara de Vereadores informou que só vai se manifestar quando for comunicada oficialmente pelos órgãos competentes.


A vereadora
A vereadora foi eleita com o maior número de votos da história do município 1.596. Seu nome sempre esteve ligado com causas sociais e voluntariado no município. A vereadora já foi primeira-dama por duas oportunidades, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2004, quando seu marido, foi prefeito de Xaxim. O ex-prefeito está preso desde 2018 por crime de receptação.

 

Relembre o caso da morte do advogado

Na manhã de 13 de agosto de 2018, um pistoleiro invadiu o escritório de Joacir Montagna, no centro da cidade de Guaraciaba, e, com um único tiro, acabou a história de um dos mais renomados e conhecidos advogados da região.


A condenação
Adelino José Dala Riva, apontado como mandante, foi condenado por homicídio, com qualificadora de motivo torpe e sem possibilidade de defesa, a pena máxima, de 30 anos de reclusão; e por porte de arma de fogo quatro anos de reclusão. Ele foi absolvido do crime de adulteração da motocicleta utilizada no crime. Para o réu, o júri o reconheceu como mandante do crime, na contratação da morte do advogado, considerado como agravante na aplicação da pena. Total da pena em 34 anos em regime fechado e 40 dias/multa.


Lucas Gomes dos Santos, réu confesso da execução do advogado, foi condenado por: homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe e sem possibilidade de defesa da vítima, a pena máxima, de 30 anos de reclusão; por associação criminosa, a pena de nove anos; e por porte de arma, fixado em quatro de reclusão. Ainda, os jurados acataram a desqualificação de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e para o crime de receptação, com pena de três anos. Para Lucas, foi reconhecida a diminuição da pena já que ele colaborou com a delação premiada, que atenuou a pena em 50% nos crimes de homicídio e porte de arma. Total da pena em 29 anos em regime fechado e 55 dias/multa.


Para os irmãos Abel Gomes dos Santos e David Gomes dos Santos, os jurados acataram a desclassificação do homicídio para roubo, porém o juiz Márcio Cristófoli os enquadrou no crime de latrocínio, que seria o roubo seguido de morte, já que eles vieram de Chapecó para Guaraciaba com a intenção de cometer um assalto. O magistrado também reconheceu a participação deles nos crimes, inclusive de receptação e associação criminosa.
Abel Gomes dos Santos teve a pena fixada em 30 anos por latrocínio, atenuado em três anos pela confissão; por receptação com pena de dois anos; e por associação criminosa sete anos e seis meses de reclusão. Total da pena em 36 anos e seis meses de reclusão em regime fechado e 50 dias/ multa.


David Gomes dos Santos foi condenado a pena e fixada em 30 anos por latrocínio, atenuado em três anos pela confissão; por receptação com pena de dois anos; e por associação criminosa seis anos de reclusão. Total da pena em 35 anos de reclusão em regime fechado e 50 dias/ multa.
José de Almeida foi condenado por porte de arma em três anos de reclusão. Embora condenado, José está preso desde novembro de 2018, teve direito a progressão da pena e poderá responder em liberdade após o julgamento.

Aos outros quatro réus foi negada possibilidade de recorrer em liberdade. As decisões cabe recursos em instância superior.

(Com informações Portal São Miguel)

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