Postado em 17 de Dezembro de 2018 às 18h10

Pai e filho, acusados de homicídio em Quilombo, estarão no Tribunal do Júri na comarca da Capital

Nesta terça-feira, pai e filho sentarão no banco dos réus, acusados por crime de homicídio

A última sessão do Tribunal do Júri em Florianópolis, que será realizada amanhã (18/12) a partir das 9h, colocará pai e filho no banco dos réus em sessão presidida pela juíza substituta Mônica Bonelli Paulo Prazeres. Ambos foram denunciados pelo Ministério Público pelo crime de homicídio triplamente qualificado contra um homem no município de Quilombo, oeste catarinense, mas a promotoria solicitou que o julgamento fosse realizado em outra região do Estado. Isso porque a vítima seria amante da esposa de um dos réus e mãe do outro, comportamento que poderia influenciar os jurados de uma cidade pequena e de costumes conservadores.

Durante os depoimentos na delegacia e em juízo, duas versões para o fato foram apresentadas e caberá ao conselho de sentença o veredito final. O Ministério Público denunciou três homens pelo assassinato, mas um deles foi impronunciado por falta de provas pelo juiz responsável pela instrução do processo. A linha de investigação adotada pela Polícia Civil é de que os três homens foram ao encontro da vítima, que todas as manhãs realizava a medição do nível de água de um rio para estudo de hidrografia e construção de uma hidrelétrica. Com o uso de objetos contundentes, eles agrediram o homem até a morte, segundo laudo pericial. A versão está baseada em depoimento na delegacia da ex-esposa de um dos suspeitos, que revelou detalhes do fato após o crime cometido em novembro de 2011.

A mulher disse que, um dia antes da ocorrência, o ex-marido a questionou sobre a relação extraconjugal com a vítima e a agrediu. No dia seguinte, ela e o ex-companheiro foram para a roça, como faziam diariamente, até que ele desapareceu por uma hora. Quando retornou, segundo o depoimento, ele a mandou deitar-se pelo "perigo dos irmãos do compadre aparecerem". Ficaram três horas escondidos na roça de mandioca. Em juízo, ela deu outra versão e disse que passou a manhã tirando leite com o ex-marido.

A outra versão para o homicídio é sustentada na confissão de um dos réus, filho do primeiro acusado. Ele disse que foi sozinho até um local onde mantém alguns terneiros e encontrou a vítima. O rapaz disse que, após uma discussão porque a vítima teria perguntado se a mãe do réu estaria em casa e por já ter assediado sua própria esposa, ambos entraram em luta corporal e ele cometeu o crime em ato contínuo. Os réus foram denunciados pelo homicídio triplamente qualificado em razão de motivo torpe, dificuldade de defesa da vítima e meio cruel (Autos n. 0001318-30.2011.8.24.0053).
 

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