Postado em 17 de Janeiro às 15h32

Delegado afirma que caminhoneiro morto tinha várias facadas no abdômen

Em entrevista coletiva, o delegado Arthur Lopes contou os detalhes sobre o caso.

Pinhalzinho - O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição. Haviam marcas de facadas no abdômen”. A fala é do delegado Arthur Lopes, da Polícia Civil de Pinhalzinho, que investiga a morte do caminhoneiro Ezequiel Schneider, de 41 anos, que sumiu no dia 6 de janeiro.


Após 10 dias desaparecido, nesta quarta-feira (16), a Polícia Civil localizou o corpo de Schneider às margens da PR-182, em Ampére, no sudoeste do Paraná. Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (17) na Delegacia Regional de Chapecó (SC), o delegado contou que as investigações iniciaram após o encontro do caminhão da vítima às margens da BR-282 em Saudades, no Oeste Catarinense.


“No momento em que foi aberto o caminhão, na terça-feira (8), foi possível constatar uma grande quantidade de sangue na parte de trás da cabine. A partir daí, já tínhamos a perspectiva de que tinha ocorrido um crime violento”, contou o delegado que realizou inúmeras diligências, até mesmo nos finais de semana.


Logo após a perícia no caminhão, a polícia traçou uma linha investigativa, interrogou familiares e conseguiu obter a rota de onde o caminhoneiro havia passado. O delegado explica que a partir do último contato telefônico que o homem teve com a família, em um posto de combustíveis de Pranchita (PR), a polícia conseguiu mapear uma área específica até Campo Erê (SC), com apoio do rastreamento do caminhão, mesmo que precário.


Ainda segundo Arthur, a Polícia Civil contou com o apoio da polícia paranaense. Por duas vezes, a equipe de investigação catarinense realizou buscas nesta área, sendo que a última foi nesta quarta-feira e que resultou no encontro do cadáver.


Diante das materialidades colhidas pela equipe de investigação, a Polícia Civil acredita que possa ter ocorrido um roubo seguido de morte: latrocínio. “Nós estamos sendo cautelosos em relação a esse enquadramento. Houve a subtração das rodas e de outros itens do caminhão, mas no momento não vamos expor a linha definitiva de investigação”, comentou o delegado.


Nenhuma parte da carga foi roubada, apenas os rodados. “As rodas que tinham grande valor, pois eram rodas de alumínio, foram trocadas por outras do mesmo material e muito inferior”, disse o delegado.


O corpo do motorista estava à cerca de cinco metros da rodovia em uma área de mata, em estado de decomposição. Próximo do cadáver alguns pertences da vítima também foram encontrados.


A investigação instaurada pela polícia, indica que a morte de Ezequiel ocorreu na cidade de Pranchita. “Logo antes da sua saída do posto de gasolina teria ocorrido a morte. O corpo foi ocultado no caminho para Chapecó, entre Realeza e Ampére”, completou o delegado que acredita que o homem tenha sido transportado morto dentro do próprio veículo, devido à grande quantidade de sangue no caminhão.


O delegado também falou que não há previsão para a conclusão do inquérito policial. “Com a descoberta do corpo, novos elementos vão aparecer. Era uma fase muito importante. Grande parte da polícia estava dedicada a encontrar o corpo. Agora prioridade é outra”, argumentou.


Suspeito

Na sexta-feira (11), um suspeito foi preso preventivamente em Chapecó. Ele foi encaminhado à Unidade de Proteção Avançada (UPA) de Maravilha e segue a disposição da Justiça.


Durante a coletiva, o delegado preferiu não falar sobre o depoimento do investigado, para evitar atrapalhar a investigação, apenas afirmou que o indivíduo é considerado autor do crime pela Delegacia de Polícia Civil de Pinhalzinho.


“A partir de sexta-feira, data do cumprimento do mandado de prisão deste suspeito, nós possuímos 30 dias e no mínimo nesse prazo a investigação será encerrada”, comentou.


(fonte: Willian Ricardo/Clic RDC)

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