Postado em 27 de Novembro às 13h59

Vesículas são identificadas em suínos da região

CIDASC explica o caso e esclarece boato de que seria febre aftosa

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Por Cristiane Aline

Xanxerê – O vírus é considerado novo no Brasil, surgiu em 2015 e foi identificado por Senecavírus em estudo desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Devido a sua característica, surgimento de vesículas (bolhas) semelhantes às aparentes de febre aftosa, alguns boatos surgiram sobre a volta da doença, mas o Médico Veterinário responsável regional da Defesa Sanitária Animal, Diego Rodrigo Torres Severo descarta e explica as diferenças dos dois casos.


“A grande diferença é que a febre aftosa, em suínos, causa grande mortalidade e atinge um maior número de animais em curto espaço de tempo. O senecavírus atinge apenas alguns animais e não causa a febre (característica da febre aftosa, que causa as aftas) e também não leva a morte” explica.


Outra diferença é quanto à exportação, segundo Diego, o senecavírus não afeta exportação geral, mas os animais quando diagnosticados no frigorífico são isolados, abatidos separadamente e todo o lote é vendido internamente apenas. Em casos de febre aftosa, o abate e exportação de todo o Estado, se existisse algum caso, pararia, seja de suínos, aves ou bovinos.


Os casos são geralmente identificados nos frigoríficos, ambiente em que são analisados individualmente cada animal, o que possibilita melhor visualização das vesículas que são pequenas e espalhadas pelo corpo do animal.
Os últimos casos do vírus foram registrados há mais de três anos e agora, ainda sem explicação ressurgiu e atinge nove estados do país. Xanxerê, a região, assim como outros locais do Estado também estão enfrentando dificuldades e prejuízos.


“Estamos com vários casos no Estado e a Cidasc trabalha para fazer o diferencial e identificar se é ou não febre aftosa, o que não é. Não é um surto, ou disseminação. Tem alguns locais mais críticos sim, mas estamos atendendo diariamente. Em caso de duvidas realizamos coleta e encaminhamos para o Estado, duas já foram realizadas e descartado febre aftosa”.


O vírus não afeta a carne e não é transmitida ao ser humano, e não é considerada exatamente uma doença, é uma vesícula que se cria, explica Diego.


“Não tem estudos ainda definidos sobre as causas. Ele é difícil de ser isolado e não conseguimos dar o diagnostico como senecavirus, é identificado como Vesicular Idiopática, que não tem uma causa identificada, por isso temos que ficar atentos”.


Em casos de suspeitas, as propriedades ou empresas são interditadas, o material é enviado para análise e após é feita liberação novamente em caso negativo para a doença. Pontos foram identificados em praticamente toda região produtora, como o meio Oeste que compreende de Lages até São Miguel do Oeste e que é responsável por 8% da produção de suíno estadual.


“Tem que deixar bem claro que apesar de ser semelhante à febre aftosa, estamos realizando os testes e analisando, não é nada preocupante, pois é descartado. Apenas nos preocupamos, pois após mais de três anos ela voltou e em nove estados”, finaliza.
 

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