Postado em 18 de Dezembro de 2018 às 10h52

Taxa de emprego em SC tende a ser a melhor desde 2013

Resultado positivo no acumulado do ano no Estado é puxado pelo desempenho de serviços e da indústria da transformação.

Florianópolis - Se 2018 já tivesse terminado, Santa Catarina teria a melhor geração de empregos desde 2013, quando o Estado ostentava 76,7 mil postos de trabalho. De janeiro a outubro, dados do Caged apontam que o Estado tem atualmente saldo de 54,8 mil vagas formais.

O resultado também supera em mais de 100% o desempenho de todo o ano passado, quando SC tinha 29,4 mil novas vagas e era líder na geração de empregos no Brasil. Os responsáveis pela retomada econômica estadual têm nome: serviços e indústria da transformação.

O balanço das contratações e demissões dos dois setores equivale a 84% das vagas de todo o Estado neste ano. Serviços lidera a lista dos oito setores avaliados pelo Ministério do Trabalho com saldo de 23,6 mil vagas no período. Cerca de 10,9 mil foram criadas em decorrência do comércio e administração de imóveis, valores imobiliários e serviços técnicos.

— O setor de serviços sente os reflexos de uma crise muito rápido. Ele é um dos primeiros a demitir, mas também quando há otimismo é o primeiro a contratar. Santa Catarina tem ainda um diferencial de se recuperar mais rápido por ter multissetores, pulverizados no Estado todo — analisa o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de SC, Ivan Tauffer.

Recuperação industrial gera efeitos positivos
Já na indústria da transformação, que ostenta saldo positivo de 22,5 mil postos de trabalho, a boa fase é reflexo do aumento da produção industrial. Segundo balanço anual da Fiesc divulgado na semana passada, o setor cresceu 4,4%. As vendas (13,3%), a exportação (4,8%) e a importação (24,1%) também estão em alta. De janeiro a outubro, a indústria de madeira e do mobiliário foi o destaque conseguindo contratar mais do que demitir.

— O importante e mais significativo é a tendência de geração de emprego. É importante também ressaltar que nem todos os empregos perdidos (na crise) serão recuperados. Há uma modernização do setor produtivo com aquisição de novos equipamentos. Isso é imposto pela modernidade e pela produção global para que tenhamos uma indústria competitiva, que será mais dependente da tecnologia do que da aplicação efetiva da mão de obra — analisa o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

(fonte: Larissa Neumann/NSC)

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