Postado em 11 de Dezembro de 2018 às 15h34

Mil novos casos de AIDS são diagnosticados este ano

Encontro com profissionais da saúde apresentou panorama e novidades no diagnóstico e tratamento.

POR: CRISTIANE ALINE

Xanxerê –
Um alerta para maior prevenção, mas também um sinal bom de maior diagnóstico e tratamento. Assim são classificados os altos índices de AIDS, registrados este ano, segundo o médico infectologista da Rede Municipal de Xanxerê, Hugo Noal. 


Hugo e equipe epidemiológica de Xanxerê se reuniram com profissionais da saúde de toda região Oeste para troca de informações epidemiológicas, diagnostico e tratamento da AIDS e Sífilis. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores de Xanxerê na última quinta-feira (06).


“As duas doenças são um grande desafio, pois são silenciosas e ocultas na população”, comenta.


Segundo Hugo, o ano de 2018 bateu recorde de diagnósticos. Cerca de mil novos casos de HIV foram registrados no ambulatório regional.


“É um número grande para Xanxerê. Estou aqui há quase uma década e vemos que a cada ano centenas de novas pessoas são diagnosticadas. Esse é nosso desafio, acolher todo mundo, poder cuidar e fazer com que as pessoas não parem o tratamento”.


O número elevado segundo Hugo, também tem um lado positivo, do diagnóstico e tratamento.


“Vemos por um lado bom, pois assim conseguimos identificar as pessoas que não sabiam da sua situação, e agora recebem tratamento e tem preservada sua saúde. Trocando informações com profissionais da área, conseguimos contemplar os pequenos municípios que também estão empenhados neste controle”, conta.


No caso da sífilis, a intenção do grupo tem foco no pré-natal de gestantes, pois os bebês correm risco de serem afetados e também no correto acompanhamento de uma pessoa com sífilis, que deve ser de pelo menos dois anos. Entre as novidades apresentadas no evento, estão novos remédios para AIDS, com menores efeitos colaterais e facilidade na ingestão que acontece uma vez por dia e explicações sobre interações de medicamentos para AIDS em pessoas com outros problemas de saúde, como diabetes e convulsões, por exemplo.

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