Postado em 05 de Agosto de 2019 às 13h11

Margot Filmes lança “O Salame Vai à Feira” nesta terça, no SESC Chapecó

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Quem foi criado no interior de Santa Catarina ou do Rio Grande do Sul, sabe bem o valor de um salame produzido artesanalmente, o legítimo salame colonial. Para muitas pessoas o sabor deste produto carrega consigo lembranças de gente reunida, de trocas, de família. O gosto do afeto, do cuidado durante todas as etapas de produção. Tudo começa com a engorda do porco com milho, abóbora e outros produtos naturais e termina com a defumação do salame a partir de um fogo de chão. Um processo e um produto cada vez mais raros por essas bandas.

Com as exigências sanitárias o agricultor familiar foi largando a produção, impossibilitado de vender a menos que atenda às normativas e incorpore novas práticas e insumos a sua produção, a maioria preferiu manter a tradição para o consumo familiar. Tendo em vista este contexto, o fato é que o salame colonial, aquele produzido pelo produtor na sua propriedade sem o uso de aditivos e conservantes químicos não vai mais à feira, muito menos ao mercado.

O curta-metragem “O Salame vai à feira” tem no seu título e na sua narrativa uma provocação com o objetivo de trazer este tema à tona. No filme há uma degustação de salames na feira livre e as pessoas são despertadas pelo paladar, pelo olfato, não precisam de rótulos para identificar o verdadeiro salame colonial. O filme teve sua estreia no 8th Bangalore Shorts Filmfest-19, na Índia, e será exibido em Chapecó no dia 06 de agosto, às 19h30, no Cine Teatro do SESC, com entrada gratuita.

O documentário traz como personagens principais o casal de agricultores de origem italiana, Antonio e Nair Finco, moradores da comunidade Alto da Serra, em Chapecó, e o chef de cozinha, Isaac Félix, de Xaxim, proprietário do Empório Tesser. Durante a narrativa a família Finco se reúne em um final de semana para produzir o salame, filhos, genro, nora, netos, todos auxiliam os pais no processo que resulta em deliciosas “pernas” de salame. Algumas delas vão parar na cozinha do chef Isaac. Formado em gastronomia pela Univalli e proprietário do Empório Tesser, Isaac é neto de italianos, natural de Xaxim (SC), e se inspirou na cozinha da avó para seguir carreira. “Por trás de uma comida, de um alimento, sempre tem uma história”, acredita o chef, que partilha a mesa e o alimento com o casal Finco, em celebração ao alimento cultivado e produzido artesanalmente.

A produção do curta-metragem “O salame vai à feira” é da Margot Filmes. O projeto do filme foi premiado no Edital Municipal de Fomento e Circulação das Linguagens Artísticas de Chapecó, tendo o prêmio viabilizado a produção. O tema surgiu a partir dos estudos do pesquisador da Epagri de Chapecó, Clóvis Dorigon. Em sua tese de doutorado apresentada à COPPE/UFRJ, Dorigon analisou o processo de construção dos mercados de produtos coloniais da região Oeste de Santa Catarina e provocou a reflexão sobre o uso do nome “colonial” como rótulo para a venda de produtos no mercado formal.

O curta-metragem documenta o processo de produção do salame artesanal, prática esta que tende a se extinguir com o passar dos anos. Segundo os diretores Cassemiro Vitorio e Ilka Goldschmid, o filme apresenta várias camadas, trata de comidas saudável, do uso de ingredientes naturais, sem agrotóxicos e sem aditivos químicos. Os diretores que também assinam o roteiro e a montagem do filme ressaltam que o documentário busca valorizar a produção artesanal de alimentos, especificamente do salame, atributo de descendentes de italianos, que resulta em trocas, em cuidado, em coletividade, em saúde e amor. A Margot Filmes atua desde 2008 na produção de conteúdo audiovisual autoral na região oeste de Santa Catarina, através de Editais Públicos e de Leis de Incentivo.

Sinopse do filme:
O salame colonial, produzido pelos agricultores sem conservantes e aditivos químicos, não vai à feira. A produção do salame, um atributo de descendentes de italianos do interior do sul do Brasil, é um saber fazer restrito aos encontros familiares. Neste filme, o alimento que sai da casa do agricultor vai para as mãos do chefe de cozinha e chega à mesa para uma partilha regada a afeto e memória. 

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