Postado em 22 de Março às 09h10

Escolas mostram fragilidade e busca pela melhoria na segurança dos alunos e professores

Atentado ocorrido em Suzano/SP acendeu alerta sobre como está sendo monitorado o acesso de pessoas nos colégios. 

Por Joimara S.Camilotti
Xanxerê – O ataque ocorrido na maior escola da cidade de Suzano em São Paulo, trouxe à tona a preocupação quanto a segurança nas escolas. Dúvidas sobre a necessidade de porteiros ou até mesmo políticas que coíbam o acesso de pessoas estranhas nas dependências dos colégios foi levantada.

Em Xanxerê, na rede municipal são 23 instituições, sendo 11 escolas e 12 Cemeis. Há creches onde se concentram mais de 150 crianças o que aumenta o fluxo de pessoas nos locais exigindo maior cuidado com o livre acesso, preocupando a Secretaria Municipal de Educação.

De acordo com a secretária municipal, Claudia Favero, a maioria das escolas e Cemeis contam com câmeras de videomonitoramento, bem como interfones. Apenas as duas maiores escolas municipais, a Pequeno Príncipe, localizada no Bairro Tonial e a Paul Harris, no Nossa Senhora de Lourdes possuem a presença de um segurança.

“Temos monitoramento através de câmeras de segurança, nas salas, entradas e pátios, nas duas maiores escolas que possuem maior número de alunos tem um guarda contratado para dar um suporte a direção e eles ajudam na entrada e saída de pessoas. Na maioria delas tem interfone e pretendemos pôr em todas”, disse.

Conforme a secretária, a pasta já estava preocupada com a questão e estuda maneiras para melhorar a falta de segurança. Uma delas é o acesso sem controle de pais nos Cemeis. “Conhecemos os pais, mas a questão é que o movimento fica muito grande e não se consegue ter um controle. Para tanto, estamos estudando em somente um monitor entregar a criança aos pais, não permitindo mais o acesso dos familiares nas salas de aula. O pai chega e espera pelo filho na portaria. Sabemos que não podemos proibir o acesso, pois são locais públicos, mas precisamos de estratégias para dar maior segurança aos alunos e professores, por isso vamos precisar da compreensão dos pais”, comentou. 

A direção das escolas municipais são orientadas a manter os portões sempre fechados e que os visitantes sejam anunciados na secretaria antes de adentrar nas dependências. “ Estamos preocupados com a questão de acesso por ser um espaço público, mas sempre procuramos fazer da melhor forma possível para que nunca aconteça nada de anormal”, frisou.

Na rede estadual, onde a Gerência de Educação coordena 46 escolas, a maioria conta com algum sistema de segurança, no entanto, a preocupação é grande para evitar fatos como o ocorrido em São Paulo.

Conforme a gerente regional de Educação, Terezinha Prezotto Carbonari, em Xanxerê apenas o colégio Arthur da Costa e Silva, situado no centro da cidade conta com um guarda e na região são duas escolas indígenas que também possuem o serviço. Nas demais há câmeras de videomonitoramento, algumas com o sistema ativo em todas as salas, outras sendo instalado e ainda as que apenas contam com porteiro eletrônico.

“Não existe um padrão de segurança para as escolas, cada uma é feita de uma forma e percebemos que o acesso ainda é muito fácil nas dependências das escolas. Após o ocorrido em São Paulo a preocupação ficou ainda maior e não só dos gestores, alunos e professores, mas dos pais também”, comentou Terezinha.

De acordo com a gerente, nos próximos dias deve acontecer uma reunião com o secretário Estadual de Educação, onde o assunto será tratado e buscado identificar o que pode ser feito para melhorar a segurança na rede estadual.

Nas escolas particulares, além de câmeras nas principais entradas e dependências do colégio, geralmente a monitores nos portões tanto no horário de entrada, quando da saída de alunos. Nenhum pai acessa as dependências do colégio sem antes passar por uma recepcionista que irá acionar a liberação da porta. Além disso, há escolas que estão instalando catracas onde alunos e pais receberão um cartão magnético que dará o acesso as dependências da escola. 

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