Postado em 11 de Janeiro às 17h13

Programa de consultoria tecnológica fortalece setor leiteiro do Oeste

A iniciativa faz parte Sebraetec, conta com 2.805 horas de atividades e atende 60 produtores rurais. 

Chapecó - Oferecer melhoria da gestão da propriedade, dos índices reprodutivos e da qualidade do leite. Esse é o foco das consultorias tecnológicas que visam a implantação das Boas Práticas de Produção em propriedades do setor leiteiro do oeste catarinense. A iniciativa faz parte Sebraetec, conta com 2.805 horas de atividades e atende 60 produtores rurais.


O coordenador regional oeste do Sebrae/SC, Enio Albérto Parmeggiani, explica que a iniciativa promove a inovação nas propriedades rurais com serviços especializados visando resultados que impactem na melhoria da produtividade e no aumento da competitividade. As atividades incluem checklist para verificar pontos a serem melhorados e segue com ações para aperfeiçoar a gestão. São usadas planilhas para análise do custo de produção, controle de despesas e receitas, análise da área destinada para produção de leite, planejamento forrageiro e implementação do trabalho de Boas Práticas de produção. As consultorias também incluem orientações referentes à reprodução e à qualidade do leite, melhoramento genético e questões sanitárias.


O produtor Ricardo Catapam, da linha Benedetti de Ouro Verde (SC), participa do projeto há cerca de quatro anos.

“Nosso principal objetivo é aperfeiçoar a parte reprodutiva dos animais e consequentemente, melhorar o bem-estar e aumentar produção. Com o manejo reprodutivo conseguimos resolver muitos problemas de infecções uterinas, o que permitiu reduzir o uso de medicamentos. Outra questão importante foi o acompanhamento pré-parto que ajudou a aumentar a taxa de prenhes e diminuir o intervalo entre os partos. Com vacas mais saudáveis conseguimos ampliar a produção, minimizar o custo e aumentar a margem líquida”.


O produtor Dilmar Luiz Maziero, da propriedade situada na Linha São Valentin em Irani (SC), está em fase de implantação do rebanho e possui 10 animais. Ele iniciou a participação no Sebraetec no mês de setembro e trabalhou a questão do manejo, colocando em prática ações diferentes do que estava habituado. Também foram adotadas medidas para acompanhar o acasalamento, manejo das bezerras, confirmação de prenhes e acompanhamento das vacinas com orientação dos técnicos.


“Senti muita diferença entre a forma que trabalhava anteriormente e a maneira que estamos fazendo agora através do Sebraetec. Pequenos detalhes que pensávamos que não dariam resultados, hoje estão fazendo a diferença. Exemplo disso é a disposição da água dos animais em piquetes e na sala de espera. Confirmamos aumento da produção de pelo menos um litro e meio por animal somente pelo fato de fornecer água de forma adequada. Há uma fonte de água e achávamos que os animais procurariam quando sentissem sede, mas não é isso que acontece. Eles precisam ter água perto”, constata o produtor.


Outras orientações, segundo Maziero, estão relacionadas às informações sobre produção de leite. Ele acredita que com o acompanhamento do Sebrae terá condições de aumentar a qualidade e ampliar a produção. “Para o final da consultoria, espero ter condições de produzir ração balanceada, fornecer de forma adequada, ter capacidade de fazer um manejo de qualidade, aumentar a produtividade e a lucratividade”, afirma.


A secretária da Agricultura de Irani, Sidiane Dalla Costa, explica que 10 propriedades integram o Sebraetec no município de Irani.

“O projeto é piloto e o objetivo é ampliar o número de propriedades participantes. O município conta com mais de 300 propriedades, porém, muitas estão desacreditadas. O leite é uma atividade com muita oscilação de preço. Quando iniciamos o diagnóstico, identificamos que alguns produtores gastam mais do que recebem”, destaca, ao comentar sobre a importância do projeto.


Sidiane complementa que o projeto já conta com bons resultados. “Um dos produtores relatou que se tivesse acesso às informações recebidas pelo Sebraetec há 20 anos a realidade seria outra. Para ele, foi uma pena ter permanecido tanto tempo na atividade atuando com práticas inadequadas”, conta a secretária. Ela enfatiza, ainda, que a intenção é ampliar o número de propriedades participantes.

“Queremos focar nas ações para que os produtores aprendam, inovem e tenham rentabilidade. Com isso conseguiremos fortalecer a bacia leiteira do município, pois há grande potencial de crescimento”, finaliza.

(fonte: MB.Comunicação)

 

Veja também

Voltar para Economia