Postado em 02 de Dezembro às 01h24

Preço da gasolina para o consumidor final cai menos que nas refinarias em novembro

Valor médio nas bombas caiu cerca de 4%, ou R$ 0,21; no mesmo mês, Petrobras reduziu os preços em R$ 0,32, ou cerca de 17%; diesel também caiu mais nas refinarias que nos postos.

O preço médio da gasolina para o consumidor terminou a semana em queda de 1%, o que representa um recuo de R$ 0,04, para o total de R$ 4,505 por litro. O dado faz parte do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta sexta-feira (30). No mês, a queda do valor nas bombas foi de cerca de 4%, ou o equivalente a R$ 0,21. A queda é menor que o reajuste pela Petrobras nas refinarias, de 1,3% na semana e 17% no mês, aproximadamente.

O valor representa uma média de preços calculada pela ANP a partir dos dados coletados nos postos e, portanto, podem variar de acordo com a região.

A queda do preço médio da gasolina para o consumidor final foi menor do que o corte nas refinarias. Em novembro, a Petrobras baixou o preço da gasolina nas refinarias em R$ 0,32, ou cerca de 17%. Nesta semana, a queda foi de 1,4%, ou R$ 0,02.

Os cortes fazem parte da política de preços da Petrobras que busca acompanhar as cotações internacionais. Dessa maneira, a petroleira reajusta os valores do combustível quase diariamente, em uma variação que depende de fatores como o câmbio e o preço do barril de petróleo. O repasse ou não dos reajustes para o consumidor final depende dos postos.

Segundo cálculo mais recente da Petrobras, o preço que a empresa cobra nas refinarias representa menos de um terço (26%) do valor pago pelos consumidores.

Os números sugerem que, nos últimos meses, os postos vêm aumentando sua margem de lucro. Atualmente, 18% do preço final corresponde aos custos e lucro dos distribuidores e postos de gasolina. Em maio, essa fatia era de 12%, e no final de outubro era de 14%.

No acumulado do ano, o preço médio da gasolina para o consumidor final já acumula alta de quase 10% - variação bem superior à inflação esperada para 2018, de menos de 4%, segundo o último Boletim Focus divulgado pelo Banco Central com as expectativas do mercado.

Fonte: Globo.com

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