Postado em 01 de Abril às 09h46

Governo trabalha para aumentar presença de Santa Catarina no exterior

Desde janeiro, o Governo de Santa Catarina recebeu representantes de 10 países para discutir assuntos de interesse do Estado, como educação, investimentos internacionais e intercâmbio de tecnologias.

Florianópolis - Desde janeiro, o Governo de Santa Catarina recebeu representantes de 10 países para discutir assuntos de interesse do Estado, como educação, investimentos internacionais e intercâmbio de tecnologias.

De acordo com o futuro secretário de Assuntos Internacionais, Derian Campos, a proposta é trabalhar de forma mais proativa para ampliar a presença catarinense no exterior e, ao mesmo tempo, trazer capital e tecnologia estrangeiros para promover desenvolvimento econômico e qualidade de vida. “O objetivo é tornar Santa Catarina o Estado mais global do Brasil”, resume Campos.

A criação da pasta está prevista na proposta de reforma administrativa encaminhada pelo governador Carlos Moisés à Assembleia Legislativa. Enquanto isso, Campos atua na Casa Civil como consultor para assuntos internacionais e toma a frente em reuniões envolvendo o Governo de Santa Catarina e delegações estrangeiras.

Entre janeiro e março, o governador e o futuro secretário já participaram de reuniões com representantes da Argentina, Itália, China, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Uruguai, República Tcheca, Senegal e Canadá. “Cada reunião que se faz com um cônsul ou embaixador é um mundo de possibilidades que se abre. Nesses encontros, o representante do país sugere ao governador parcerias em vários aspectos. O papel da nossa Secretaria é manter o diálogo. Já temos identificado oportunidades bem interessantes”, resume Campos.

Planejamento para o futuro
Segundo ele, a nova mentalidade da Secretaria é ajudar Santa Catarina a se inserir no contexto internacional, identificando oportunidades para que o estado seja fornecedor de produtos, serviços e tecnologias que tenham alta demanda nos próximos anos e décadas. “Temos que olhar para os países que, nos próximos 10 anos, vão se destacar no mundo, como Índia, Turquia e Indonésia, que prevê multiplicar o PIB por 10. O que eles vão precisar? O que nós podemos fornecer? Esse planejamento de futuro é extremamente importante”, aponta o secretário.

A ideia, conforme Campos, é aproveitar o potencial que as regiões já têm em diversos setores da economia, mapear a demanda internacional e estimular o surgimento de parcerias lucrativas para os catarinenses. “Estamos visitando cidades e empresas para conhecer as tendências de cada região, para fazer um cruzamento de tudo isso e definir a nossa atuação”, afirma.

Uma estratégia para vender Santa Catarina no exterior é estimular o surgimento de representantes não remunerados que atuam a favor do Estado em outros países. Atualmente, há apenas dois: um em Israel e outro na Alemanha. “Por que não ter na China, na Espanha, nos Estados Unidos, e em outros países? São catarinenses que carregam o Estado com eles e atuam sob algumas regras que nós estabelecemos para divulgar nosso Estado. Eles distribuem materiais de divulgação de turismo, portos e outros diferenciais catarinenses”, sugere o secretário. “Nosso propósito é transformar a vida das pessoas através da interação estratégica com o exterior. Muitas vezes temos alguma limitação de mercado, e o mundo pode ser a saída”, conclui.

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