Postado em 14 de Março às 14h33

Assassinos planejaram massacre em escola de Suzano por mais de 1 ano, aponta investigação

Polícia investiga possibilidade de Guilherme Monteiro e Luiz Castro terem participado de fórum em rede obscura da internet onde pessoas planejam crimes. Na quarta, eles mataram 8 pessoas e depois se mataram.

São Paulo - Os assassinos que mataram oito pessoas na quarta-feira (13), em Suzano (SP), planejaram o crime por mais de um ano, apontam as investigações preliminares da Polícia Civil. Outras 11 pessoas ficaram feridas, sendo que uma está em estado grave.

De acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. Em abril, esse crime completará 20 anos.

A polícia de Suzano procura esclarecer o que levou Guilherme e Luiz a entrarem armados na Escola Estadual Raul Brasil e atirarem e golpearem com machado alunos e funcionários. Antes, um deles matou o tio numa loja.
Após a matança, os assassinos, que eram ex-alunos da escola, morreram. Segundo a polícia, Guilherme atirou em Luiz e depois se suicidou com a chegada da Polícia Militar (PM).

Pesquisas e fórum na Deep Web
Os indícios que levam a investigação a crer que a chacina foi premeditada foram as buscas na internet feitas pelos assassinos sobre como foram cometidos outros atentados a escolas nos Estados Unidos. Um dos que chamavam a atenção deles era o de Columbine, em que Eric Harris, de 18, e Dylan Klebold, 17, mataram a tiros 12 colegas e um professora antes de se suicidarem na escola.

A polícia investiga a possibilidade de a dupla de assassinos ter frequentado um fórum intitulado Dogolachan na Deep Web, uma internet considerada obscura na qual pessoas anônimas incitam crimes de ódio e intolerância.
“Muito obrigado pelos conselhos e orientações... esperamos não cometer esse ato em vão”, teria escrito um dos assassinos dois dias antes do massacre em Suzano.

Um dos amigos dos criminosos foi ouvido pela polícia na noite de quarta e contou que soube da intenção da dupla em fazer o atentado. Só não sabia quando seria.

Os investigadores já ouviram 20 pessoas no total, entre pessoas próximas aos assassinos e vítimas deles.
Computadores foram apreendidos na lan house onde os amigos assassinos costumavam jogar videogame. No carro dos criminosos, foram encontrados dois cadernos que tinham anotações com táticas de jogo. Num deles, há o desenho de uma arma.

Perfil dos assassinos
Policiais civis e peritos da Polícia Técnico-Científica foram às casas dos assassinos, que eram amigos de infância e moravam a pouco mais de 1 quilômetro de distância do colégio.

Guilherme foi criado pela avó, que morreu há cerca de três meses. Luiz vivia com os pais, um irmão mais velho e o avô. Ele era jardineiro e trabalhava na Zona Leste de São Paulo.

Além de investigar a participação dos assassinos nas redes sociais, a polícia quer saber como eles adquiriram as armas e como alugaram o carro usados na chacina.


(fonte: G1)

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